| 6.12.06 |
| Trilogia, de Angélica T. Almstadter |
Trilogia Angélica T. Almstadter 24-08-06
Três cartas em branco. Três sorrisos francos. Incógnitas oferendas; De partos as prendas.
Três recados distintos. Três taças de absinto. Serenatas na chuva, Vinhos de especial uva.
Três selos marcados. Três beijos separados. Três idiomas estranhos, Três caminhos risonhos.
Uma homilia e três missas. Três nós, uma madeira maciça. Uma anunciação, três vidas. Três bênçãos e três feridas.
Três rios exuberantes, Agonias lancinantes. Três certezas consentidas, Três belezas embrutecidas.
Essências etílicas brutais, Vertigens tão desiguais, Humores de frio metal, Afiadas lâminas do mal.
Três velas içadas no mar; Navegadores a vagar Engolindo atônitos vendavais, Cuspindo terríveis temporais.
Três amores e três dores, Meus anseios e temores; Três poemas prediletos, Três martírios secretos.
Três caprichos da natureza, Uma inalienável certeza; Três vidas tivesse, três vidas daria À cada um dessas poesias.
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posted by Ateneu @ 10:11 a.m.  |
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| 21.11.06 |
| "Naquele dia de verão em que choveram flores vermelhas..." |

Naquele dia de verão em que choveram flores vermelhas herculano alencar
O sol, o mar, as dunas de areia... O vento morno a sibilar cantigas tange os cabelos de uma rapariga e o desejo que por mim passeia.
Ao longe... o cantar de uma sereia faz a segunda voz da poesia. E, absorto, em plena luz do dia construo o meu castelo de areia.
Era um verão com cor de primavera, como posasse pra fotografia. E lá estava, eu, em sintonia, no meu castelo a esculpir quimera.
De repente o vento aquiesceu. O sol escondeu-se atrás do mar. Não mais ouvi a sereia cantar: Quedamos, frente a frente, tu e eu.
Vi dos teus olhos lágrimas parelhas qual gotas de orvalho em profusão. E por milagre, naquele verão, choveram dúzias de flores vermelhas.
“Naquele dia de verão em que choveram flores vermelhas”
o sol traz por entre, os edifícios as dores da manhã que resplandece no murmúrio da vida o vento metálico sibila, numa morna dolente aragem, as folhas das árvores balouçando rumores esquecidos absorto na minha prisão diária, pela janela embaçada, construo nossos passos nesta prosa poética, tentando assim matar a saudade nesse verão frio, a cena que vejo emoldurada pelo batente da janela, é como fotografia fixada na retina do meu flash e do azul do céu, caem flores vermelhas atapetando a avenida dos bancários homens de negócios que só se importam com dinheiro e no canto da esquina, a mulher faminta, recolhe em sua mão as flores vermelhas que lhe aquece o coração
09.11.06 pastorelli
O vermelho dos seus olhos
TecaMiranda
Negro olhar que enfeitiça anestesiando os sentidos dopando sensatas razões que o louco desejo atiça.
Pelos becos da cidade transita o vendido corpo marcas que vilipendiam a vontade da caridade.
Negro olhar que derrama densas lágrimas vermelhas sangue lembrando a aurora da trama que virou drama.
Pelos becos da cidade chove flores vermelhas cobrindo as vergonhas das suas imoralidades.
Rubra chuva Watfa
Em languidez, à janela recostada, mágoa roendo minha saudade, sinto o morno vindo da calçada, desse verão que dorme a cidade.
Lentos ponteiros, indolente dia, grande penúria de atos e fatos que me despertem da nostalgia, e unam, (que em tiras), os tratos.
Calor que me envolve, num vagar, penetra meus sentidos e tonteia... Delírio!Vejo rubras flores pelo ar que minha mão, ávida, campeia.
O Cinza Entre o Vermelho e o Negro
Elane Tomich
Desata-me o nó da garganta nos idos do corredor na largada corre a dor. Uma voz passeia e canta entre o vermelho e o negro
o cinza da ladainha e em meu coração, um prego. Sangra o vermelho em flor chove a dança do amor Um sino é campainha também anuncia a janta! Ó Cristo Nosso Senhor, à paixão crucificada flor rubra me chove e dança
O susto,minh'alma encanta mas meu rosto não se move Frente à soleira da entrada a reza do tempo, parada lembrar-me não me demove Sangra o vermelho em flor chove a dança do amor
À porta do sobrado antigo, Entre o vermelho e o negro o cinza é sobra do antigo chuva rubra, meu castigo.
CORAÇÃO DE PURPURINA
(MORGANA)
Vou enfeitar meu coração Com um laço de cetim, E adorná-lo com ramos de jasmim Afinal a minha espera chegou ao fim
Agora que te encontrei, Ainda vivo, ainda meu, Vou te levar além do sorriso Minha alma em purpurina, E também meu corpo de menina
E aos pés de uma colina, Onde temia chorar sozinha, Recebi além do mel dos teus beijos E do vôo milagroso das abelhas Uma chuva de rosas vermelhas
Beijos no concreto
Angélica T. Almstadter
12/11/06
Um grito silencioso me fez calar; como um sopro que vindo de dentro lambeu a nudez da minha pele fina. Arrepiou a beleza rudimentar da fantasia vestida de concreto. Pairou no ar a emoção menina que bebia em grandes goles molhados meu espanto deliciosamente provado. Golfadas de lágrimas tontas felizes acenderam desejos atrapalhados. Veria enfim o telúrico espalhado numa chuva nova de belos matizes. O livro da razão finalmente rasgado, e a poesia viva destrancada da mente beijando a terra inteira, solenemente.
Apatia
OlgaMatos
12/11/2006
Atrevida réstia espia pela fresta da velha janela já desnivelada no segundo andar debruçada sobre a ruela!
Que importa se as flores sobem ou caem, morrem ou nascem, vermelhas ou roxas, no canteiro mofo da vida sem cor?
Range a cama, os ossos, o tempo ou o vento no batente da porta?
PAIXÃO Sandra Mamede
No desejo que está no meu peito que faz delirar o meu coração a minha alma grita por teu nome meu corpo anseia o teu, pura paixão.
O mundo para mim se faz estranho pois tudo que o forma é transformado do céu azul , do sol que ora brilha vejo meu mundo de fantasia formado.
Tão grande é o meu amor que dessa minha emoção vejo que do céu caem flores da mais pura paixão.
Flores vermelhas...que lindas!!! simbolizam meu amor ardente que na minha alma guardado qual segredo ou lamento
Flores rubras
ZéFerro, 14 nov. 2006
"Aut insanit Homo, ait Vwersus facit"
chovem flores pr'alegrar a solidão duma rua deserta sem crianças, o vazio nos parece imensidão dum deserto de amor e de esperanças, e nós somos conduzidos a pensar no futuro da nossa Humanidade: dedicamos menos tempo para amar, pois isso não se ensina à mocidade, que não sabe mais a mística da flor nem que a flor vermelha é o amor que está ausente da nossa sociedade... e assim caminhamos solitários pelas ruas desertas da existência, sem amor, sem amigos, sem família flores rubras só lembram a demência do ódio, do egoísmo sem partilha!
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posted by Ateneu @ 3:45 p.m.  |
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| Acrósticos, de Herculano Alencar |

Shape and colour on sand, by Sergei Sogokon
Uma homenagem do poeta Herculano Alencar, às musas do Ateneu.
Elane Tomich
Em teu peito dormem sossegadas Luas, rosas, flores e estrelas... Ainda que tu não possas vê-las, No teu peito restarão guardadas. E quando elas forem acordadas,
Todas as luas, rosas, flores e estrelas... Ornar-te-ão o coração e, assim, vais vê-las Mais e mais e cada vez mais acordadas. Inda que tu não possas alcançá-las, Creia-me são todas verdadeiras: Hoje, amanhã... a vida inteira!
Fatima Cunha
Foste e por certo inda serás
A musa dos poemas de amor: Toque misterioso a compor Idílios por onde quer que vás. Musa que há de fazer o sol se pôr Antes que noite peça, por favor.
Como toda musa tu serás Uma paixão na alma do poeta. Nunca terás uma forma completa, Hás de viver de sonho e fantasia Até que o mundo acabe em poesia.
Morgana
Musa que apaixona noite e dia! Ode ao amor e a paixão! Retrato vivo da inspiração Guiada pelas mãos da poesia. Ah! Minha musa é tua primazia Nadar no oceano do meu coração, Até que venha Deus e diga: Não!
Sandra Mamede
Sonho que afaga o travesseiro Ávido de lirismo e de paixão Na meia noite - na escuridão-, Dorme sob o luar do candeeiro. Restos de amor exalam cheiro Antes que a noite vá embora;
Meu coração ,apreensivo, chora A despedida do amor primeiro. Meu Deus, já que tu existes de verdade, E sendo Deus é claro que tu sabes Deixar com que um sonho não acabe E vire, efim, uma realidade.
Cristina Pires
Cada sorriso que guardo de ti Recria uma imagem em minha mente. Imagem que carrego de presente Sem nem saber ao certo do que ris. Tenho impressão que te reconheci Imediatamente num retrato, Na mesma hora, no momento exato, Após um Fado que nunca esqueci. Perambulava em solo de Lisboa
Inteiramente livre, absorto... Roteirizando as linhas do teu rosto, Enquanto lia alguma coisa boa: Soube de ti num verso de Pessoa!
Tereza Miranda
Teca, com o seu jeito delicado, Esbanja em todo canto simpatia; Recria o mundo pela poesia E faz todo poeta enfeitiçado. Zeus, o senhor do céu, idolatrado, Anda caído pelos seus encantos! Morto de amores, se derrete em prantos,
Inconsolado em cruel paixão. Rogo ao céu, em sua imensidão... Ao deus do sol, da chuva, do trovão... Neste momento puro e verdadeiro: Dai a Tereza um universo inteiro, Antes que tome o meu coração.
Angélica
Antes de entregar-me a boemia, Naturalmente, entreguei-me a ti. Guardas meu coração de suvenir, Ébrio dos beijos que jamais darias. Lembro! Como me lembro aquele dia! Inda que tenha tentado esquecer Cada soneto que pude beber, Até cair de beber poesia.
Olga Matos
Ontem visitei o amanhã de mim!
Levei um susto ao te ver, assim... Grávida do poema que te fiz. Até ontem, juro, eu não sabia Medir co'a exatidão da poesia
A justa dimensão de ser feliz Trago-te hoje neste poemeto O amanhã que engravidou-te o peito, Secretamente, como eu sempre quis.
Célia Lamounier
Cântico à minha idolatria, És tu, oh! Doce musa dos meus versos. Liríadas incadescem o universo Iluminando céus de alegoria... Até poder ouvir-te em poesia.
Arlete Andrade
Ando sentindo saudade de ti! Recordações habitam minha mente! Li um verso teu de antigamente Em que tecias colchas de saudade. Tecias lágrimas e risos -à vontade- Entrelaçando tudo o que senti.
Watfa Ramos
Watfa-arroba-Ramos-ponto-vida: A caixa de entrada do carinho! Talvez o nosso único caminho Feito de flores-bits coloridas: Acácia, violeta, margarida,
Rosa, orquídea, flor-de-lis... A natureza exulta de feliz! Meu coração palpita junto dela! Oh! Minha doce amiga -tão singela- Soma essas flores aos versos que fiz.
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posted by Ateneu @ 5:58 a.m.  |
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| 22.5.06 |
| Marasmo (Watfa Ramos) |
Marasmo Watfa Ramos O líquido rubro e viscoso que percorre minhas veias emaranhadas, formando teias, corre célere, levando mensagem, em sua incansável passagem ; vai penetrando em cada órgão e ali deixando os resquícios do que a alma, em suplícios lhe remete em segredo : "Vai e diz-lhes de mim do porquê estou assim ; da saudade que sufoca o coração que ela toca." O corpo todo estremece, indiferente à minha prece. Os orgãos não se aquietam e trêmulos, em espasmo, provocam meu marasmo, que abate e transtorna. Fico assim prisioneira da emoção que se forma... É a minha sina primeira.
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posted by Ateneu @ 8:25 a.m.  |
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| 22.4.06 |
| Intrépidos cavaleiros - Osvaldo Pastorelli |
Eram intrépidos cavaleiros. Guerreiros audazes que, com suas máquinas, enfrentavam terríveis perigos. Conduziam, em veículos de ultima geração, suas heroínas de um canto a outro do quintal.
Apesar da distância, tinham que enfrentar várias batalhas para transportarem as corajosas meninas que, como eles, não tinham medo de nada. O momento mais perigoso da jornada era no trecho onde seus velocípedes ficavam atolados na lama formada por eles mesmos. As três rodas do pequeno veículo chapinhavam no gosmento barro que, só com a vinda de outro, e unindo forças é que conseguiam sair do lodaçal.
As pernas franzinas e as calças curtas dos meninos, cujos suspensórios se cruzavam nas costas, estavam sujas de barro, e os vestidos das meninas, principalmente nas barras, apresentavam a mesma aparência. - Não quero brincar mais, disse a pequena Luiza. - Pronto, lá vem a chata estragar o brinquedo. - Chata é a mãe, retrucou Luiza. - Quem é chata? Repete se você é mulher, repete, menina boba, berrou o pequeno Rui. - Isso mesmo que você ouviu, tonto. Chata é tua mãe.
E os dois se engalfinharam, rolando pelo chão. Pararam a brincadeira, formando torcida. - Vamos Luiza, mostre que você é menina, gritavam as meninas. - Isso mesmo Rui, mostre para essa lambisgóia quem somos nós.
Rui, por cima, aplicava tapas no rosto já vermelho da pobre Luiza. Luiza se esforçava para derrubar o primo de cima dela, mas não conseguia. - Pede água, sua burra, vamos, pede. - Não peço, respondeu com os olhos marejados de lágrimas. - Ei, que isso meninos, se comportem, disse Mada, saindo da casa.
E correu para apartar os briguentos. - Vamos, parem, nem parecem primos. Que coisa feia brigarem. - O que foi, Mada? - Os dois aqui, brigando. E vocês, em vez de separar, ficam atiçando. - Luiza, já pra dentro, disse Gusta, ralhando com a filha.
Luiza, chorando, entrou na casa aos resmungos. - Foi ele que começou, não fui eu. - Mentira dela. Ela que começou me xingando. - Não me interessa quem começou, já de castigo, vá para dentro.
Quando ficaram sós as cinco crianças, Cau disse: - Dedo-duro. - Não sou dedo-duro não, berrou Irani. - É sim, retrucou o Vardinho. É e correu chamar as tias. - Não sou não, vocês iam deixar eles brigando. - Dedo-duro, dedo-duro, berraram em coro.
Irani, chorando, correu pra dentro gritando: - Mãe, eles estão me chamando de dedo-duro. - Que coisa feia, crianças. - Vamos, agora vão se lavar para o almoço. - Rápido! Sem gritaria e sem bagunça.
E lá foram eles, na maior gritaria, se lavar, esquecendo as brigas. Passaram correndo pela tia que lavava a louça. - Cuidado para não caírem, aconselhou Vitória. - Vitória, você não viu o Vardinho? - Olha lá, e apontou para o quintal. - De novo! - Ruli, não vá brigar com ele, converse. - Pode deixar, Vitória.
Enquanto lavava os pratos ficou observando a cunhada falar com o filho. Não conseguia ouvir o que diziam, mas pela expressão da cunhada, sabia o que se passava com o sobrinho. Não era a primeira vez que aquilo acontecia. A cunhada não entendia que eles passavam pela época da inocência. Dali a pouco, mãe e filho entraram. - Quer ser escritor? Perguntou Vitória. - É. Sabe o que ele me disse? - O quê? - Que estava guardando aquele momento na memória para quando for grande poder escrever. - Isso é coisa de criança, passa, sossega.
Pastorelli 29.04.03
Montagem digital: Cristina Pires |
posted by Ateneu @ 7:44 a.m.  |
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| 19.4.06 |
| Nem só de abobrinhas... |
Nem só de teoria literária, exercícios poéticos, troca de impressões sobre assuntos sérios, vive o grupo Ateneu.
Temos também os nossos momentos de alegria, de piadas, de riso escancarado, e de "abobrinhas". Sim, abobrinhas. E porque não? Abaixo, vai um bom exemplo disso: abobrinhas e boas letras. Este data de 2003 e foi publicado pelo nosso Xerozo (Zéferro) no site Usina de Letras (www.usinadeletras.com.br), mas tantos outros momentos iguais se seguiram.
Uma boa leitura.
Aos amigos e amigas, eis aí um exemplo dos nossos exercícios de poetar no Ateneu, ateneu@yahoogrupos.com.br
Marques (Zéferro)
----- Original Message ----- From: Lucelena To: Ateneu@yahoogrupos.com.br Sent: Saturday, February 22, 2003 8:10 AM Subject: Re: [Ateneu] Simplesmente Mulher - Conceitos de Beleza - Mulher feia -
Taí ZéFerro, Missão cumprida...... Você é abençoado!!!! (rsss)
abrçs lucelena ----- Original Message ----- From: Fátima Marques da Cunha To: Ateneu@yahoogrupos.com.br Sent: Friday, February 21, 2003 10:20 PM Subject: Re: [Ateneu] Simplesmente Mulher - Conceitos de Beleza - Mulher feia -
Zezin, keridin, tu é bom D+!!! A galera feminina te ama de montão!!!
----- Original Message ----- From: JF Marques de Souza To: Ateneu@yahoogrupos.com.br Sent: Friday, February 21, 2003 10:11 PM Subject: Re: [Ateneu] Simplesmente Mulher - Conceitos de Beleza - Mulher feia -
Missão do homem Zéferro
Santa não é a mulher Que se ama com ardor Mas a ela sempre quer Adorar o nosso amor
Dedicar-lhe a paixão Que nos torna seu escravo E com toda emoção Defendê-la como um bravo
Fazer dela o farol Que ilumina nossa vida E aquece como um sol Dá sentido à nossa vida
Suaviza o tropeço Incentiva o retomar Ela é o fim e o começo O porto pra onde voltar
Deus nos fez com intenção Carente e incompleto E nos deu um coração De amor todo repleto
Eis do homem a missão Ser sempre um doador Encontrar o coração Para aceitar seu amor!
----- Original Message ----- From: Fátima Marques da Cunha To: Ateneu@yahoogrupos.com.br Sent: Friday, February 21, 2003 9:47 PM Subject: Re: [Ateneu] Simplesmente Mulher - Conceitos de Beleza - Mulher feia -
Punicácia!!! Estou entendendo os dois... querem dizer a mesma coisa, praticamente... uffffaaaa, mas enquanto isso: clap, clap, clap!!! Só não entro nessa pq estarei ocupada falando de coisa melhor.... beleza masculina!!!
----- Original Message ----- From: Lucelena To: Ateneu@yahoogrupos.com.br Sent: Friday, February 21, 2003 9:06 PM Subject: Re: [Ateneu] Simplesmente Mulher - Conceitos de Beleza - Mulher feia -
Verdade
A mulher não é santa pra ser colocada em altar veja como ela se apresenta, e não há de decepcionar
Como tudo é verdadeiro até que se prove o contrário decepção pro companheiro é deusa que fuja ao imaginário.
Raça, peso, beleza, religião de fato são detalhes, não deve contar fidelidade sim, tem estadia no coração de quem sabe o amor conquistar
Na verdade as qualificações são tipos agregados, confundem mas há homens cheios de paixões querendo entrar de cabeça, ir fundo...
----- Original Message ----- From: JF Marques de Souza To: Ateneu@yahoogrupos.com.br Sent: Friday, February 21, 2003 7:37 PM Subject: Re: [Ateneu] Simplesmente Mulher - Conceitos de Beleza - Mulher feia -
Tréplica Zéferro
Quando se põe a mulher No altar da adoração Uma nuance qualquer Não mexe com o coração
Ou nossa deusa ela é E mostra que é verdadeira Merecendo nossa fé Nossa vera companheira
Ou falsa se apresenta Por não ser quem se deseja E o coração lamenta Que o nosso amor não seja
Mas se desperta o amor Nada mais vai importar Raça, feição, peso, cor Terminou o procurar
Somente a ela compete Merecer a adoração Pois o amante repete Aceita meu coração!
----- Original Message ----- From: Lucelena To: Ateneu@yahoogrupos.com.br Sent: Friday, February 21, 2003 5:08 PM Subject: Re: [Ateneu] Simplesmente Mulher - Conceitos de Beleza - Mulher feia -
Réplica
Zéferro então vou dizer ocê deve tá enganado existem tantas a conhecer que te deixariam embriagado
Como mulher eu te falo cuidado ao usar a expressão falsa e verdadeira, num estalo mulheres são cabeça e coração
Ninguém é inteiramente "verdade" falando do animal, homem e mulher e nem tão pouco falsidade se a paixão a ambos convier
Você mesmo pode observar e dizer a verdadeira de outro pode ser falsa pra você...
Então volto a afirmar há muitos tipos de mulheres e de homens também mas num arriscaria frisar se são do mal ou do bem.
----- Original Message ----- From: JF Marques de Souza To: Ateneu@yahoogrupos.com.br Sent: Friday, February 21, 2003 3:29 PM Subject: Re: [Ateneu] Simplesmente Mulher - Conceitos de Beleza - Mulher feia -
Discordo Zéferro
Minha cara Lucelena Eu vou discordar de ti Só dois tipos de mulher Neste mundo eu já vi
E aqui eu te confesso Sem um sinal de maldade Ou existe a mulher falsa Ou a mulher de verdade
Quando se encontra a mulher Inteira, mulher de raça Nada mais se admira Que não seja a sua graça
Não importa sua cor A beleza está lá dentro E se morre de amor Da vida se torna o centro!
----- Original Message ----- From: Lucelena To: Ateneu@yahoogrupos.com.br Sent: Friday, February 21, 2003 7:53 AM Subject: Re: [Ateneu] Simplesmente Mulher - Conceitos de Beleza - Mulher feia -
Simplesmente Mulher lucelena maia
Há mulheres de todos os tipos da pele branca a negra da sonhadora cética à simples, sincera, donzela. Da frágil à cheia de razão. Há também a intempestiva, impetuosa, brincalhona, e a que parece um avião... Há a feia e a baixinha, a magra serena a boa mãe, boa filha a de todos os credos, as comedidas e as espinhadas, as sofridas e as desligadas, as estudiosas e inteligentes, e as que se escondem para não olhar de frente. Há a vaidosa e bonita, a cheia de silicone, a que fala demais, a humilde chorona. Há aquela que não concebe e a que maltrata o filho, a de corpo malhado, sedutora, a solteira que só fica. Há a separada, a viúva, as que gostam de homens e as que não simpatizam com quem usa barba e bigode. Há a mulher submissa, a revoltada, a gorda, a resolvida e feliz, e a que em tudo mete o nariz. Há a que se ache inteligente, a que o é sem parecer, a que vive como indigente e a que luta para viver. Há a sorridente, mas há também a infeliz, a que soluciona problemas, e a que os atrai para si. Há enfim, todos os tipos de mulheres, de todas as raças, todas as culturas, classes sociais, postura política, as geniosas ativistas, as que lutam por justiça, e as que gostam de ser apenas mulher... 21/02/2003
........................................................................................................ Conceitos de Beleza... (( Angela Bretas ))
Que beleza plástica é esta, que vende milhões, desperta inveja, atiça o desejo e apodrece debaixo de sete palmos, como todos os mortais?
Que beleza triste é esta, que refletem olhos mareados carentes de elogios sinceros, que sentem a falta de alguém que consiga enxergar muito mais além...?
Que beleza solitária é esta da modelo com pose de boneca de cera, que não pode verter lágrimas para não estragar a maquiagem, que é tida como um estereótipo de mulher perfeita, mas que sofre, sente, chora como qualquer ser humano...?
Que beleza doentia é esta, que trava batalhas com balanças, em dietas para ganhar e perder peso, rotulando o segredo da felicidade da vida em quilos a mais e quilos a menos... ?
Que beleza magnífica é esta refletida nos sorrisos que nascem espontâneos em bocas desprovidas de conceitos futis, em faces enrugadas, em corpos satisfeitos , que transmitem alegria serena de quem é feliz...?
@copyright by Angela Bretas - direitos reservados
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Mulher feia ((Zéferro, 19/01/2003))
Sobre a Terra não existe mulher feia Sempre haverá um olhar apaixonado Que se entregue submisso à cadeia Do encanto que lhe foi designado
É verdade que a beleza está no olhar De quem fita pra saber se admira E enxerga de repente o seu par Num instante se entrega e suspira
A partir deste momento nada vê Eis a feia para os outros feita bela E nem ela na verdade pode crer Que merece a seresta na janela
É bem certo o dizer que o coração Sobrepõe-se muito fácil à razão!
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posted by Ateneu @ 9:35 a.m.  |
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| Cordel - O turkin reinventado, de Herculano Alencar |

O turkin reinventado Herculano Alencar
Antes do Cristo nascer, pouco mais de três milanos, nem tinha paraibano pra cearence “morder”... Começou a florecer um povo, dito, sem vícios, que veio a ser os Fenícios nascidos dos Cananeus: Magote filho de Deus, tiveram vida difícil!
Este povo deu início, como reza na história, uma luta meritória e de muito sacrifício, pra dá conta do ofício de construir sua nação: Sofreram a escravidão, domínio grego e romano, de francês e otomano de César a Napoleão.
Apesar da humilhação de um povo dominado, seu douto professorado, homens de grande instrução, criaram a concepção do código justiniano, que depois de muitos anos de aperfeiçoamento, assentou os fudamentos das leis do povo romano.
Deste céu mediterrâneo, fronteiriço de Israel, um famoso menestrel, sujeito de muito crânio; Um feliz contemporâneo de Nabucodonosor, para o Brasil imigrou, se assentou em Araxá, vivendo feito um paxá que dona Beija, beijou.
Dizem que foi ouvidor do rei, em todo o reinado, que caiu, enamorado, por Beija se apaixonou. Com ela não se casou, pois tinha a sua princesa. Com a bela libanesa, a primeira namorada, viveu um conto de fada de muito amor e riqueza.
De tamanha boniteza, foram nascendo os rebentos, que herdaram os talentos, honestidade e nobreza, inda de sobra, a destreza, e um tino infernal; Um pouco de capital para montar o negócio. Pai e filho foram sócios na área comercial.
O filho: Tannús, Faiçal, era o contabilista, professor, malabarista, etcetera e coisa e tal. Cozinheiro, sem igual! De vatapá a chucrute, pra num falar do Beirute, sua especialidade, faz, com muita qualidade, queijo mineiro e quitute.
Seu moço, ocê me escute! Como diz o bom mineiro. O cabra ganha dinheiro até fazendo vermute. Calculado, assim, no chute, que só em ouro maciço deixou num banco Suíço quase uma tonelada. Tudo em barra marcada, que pra ninguém dá sumiço.
‘Cê pensa que é só isso? Inda por cima é artista... É um grande cordelista, desses de veio castiço, de dá conta do serviço do começo até o fim. Até mesmo Seu Ferrin, o maior adversário, cordelista sanguinário, com ele, come capim,
É mesmo um espadachim o nosso grande Faiçal, curtido na água e sal, pras musas é um jasmim. Poeta tupiniquim, vive, na sua redoma, com tudo aquilo que ama, inclusive o vil metal. Mas seu maior capital tá no coração de Roma.
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posted by Ateneu @ 8:54 a.m.  |
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| 18.4.06 |
| Ciranda "Conclamação" - Grupo Ateneu |

Ciranda - Xilogravura de Yole Travassos (www.yoletravassos.com.br)
1. Conclamação Zéferro, 120405 10:35
Eis os bardos e as musas tão silentes Não se ouvem mais cantos pelo ar 'Stamos todos tão tristes e carentes Que saudades dos tempos de cantar! Venham todos com seus versos mais quentes Vamos todos a liça alegrar! Esta vida é curta e passageira E a ventura se vai! Breve e ligeira!
2. Conclamada Elane Tomich, 120405 13:35
... o sorriso que se foi à casa volta em corcel de versos breves, venturosos! Conclamado a novos ares corre à solta um perfume virtual de amor doloso Esta gente que é fieira preciosa nos aquece de afeto, teia envolta pois que o afago dedicado aos amigos é a prece que me guarda do perigo.
3. Conclamação Faiçal- 12/04/05 Eis que se agiganta na hora certa E retorna com seu cadente rufar Marchemos todos c’ o poeta Na alegria do seu poetar! Venham sim, no ritmo quente Vamos que vamos alavancar Nossa vida é curta e passageira E a ventura se vai! Breve e ligeira!
4. Conclamação Cleide Canton 120405 16:55
Não fique só na brancura dos seus versos cristalinos Tente além, veja a doçura das rimas dos nossos hinos. Na idéia não há censura nem moldes em figurinos. Solte o verbo, grite forte e dome o seu vento norte.
5- Conclamação Cristina 12/04/05 19:10
Se me calo durante longos dias, - A voz se me enregela c'a geada... - E de mim já não ouves melodias, É porque a Primavera foi trancada Às portas d'um Inverno que me urdias... Ainda assim, nas montanhas condenada Vou semeando nas suas vertentes Clamores escarpados e pungentes!...
6- CONCLAMAÇÃO Olga 12/04/2005 ( aqui ainda é 12, Portuguinha!)
Meu canto não calou, inda porfia! Na poesia que a mente fia, envia ao infinito silencioso, suspiros gemidos de meu choro! Saudosas emoções, motrizes , felizes e tristes, tramando fios, filigranas auríferos nas letras, rainhas e reis trançando poemas! Ah, que saudades tenho!
7- CONCLAMAÇÃO Célia Lamounier - agora já é 13.04
Se a ventura se vai, breve e ligeira, Certamente o poeta vai chorar Esquecendo que a vida passageira Tem o momento certo de cantar. Que venha a inspiração mais verdadeira Devaneios em noite de luar. E o poeta de amor vai colorir Nosso Ateneu com versos, a sorrir. ......... |
posted by Ateneu @ 8:55 a.m.  |
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| 16.4.06 |
| Uni-Versos |
 Francisco Gómez de Quevedo y Villegas, filho de Pedro Gómez de Quevedo y Villegas e de María Santibáñez, nasceu em Madrid no dia 17 de Setembro de 1580 no seio de uma familia da aristocracia cortesã. Escritor espanhol, que cultivou com abundância tanto a prosa como a poesia e que foi uma das figuras mais complexas e importantes do Siglo de Oro espanhol. Homem de acção envolvido nas intrigas mais importantes do seu tempo, era douto em teologia e conhecedor das línguas hebraica, grega, latina e moderna. Destacava-se pela sua grande cultura e pela acidez das suas críticas; acérrimo inimigo pessoal e literário do culteranista Luis de Góngora, outro grande poeta barroco espanhol. De vasta e contraditória obra literária, homem culto, desgostoso, perspicaz, cortesão, escreveu as páginas burlescas e satíricas mais brilhantes e populares da literatura espanhola, mas também uma obra lírica de grande valor e uns textos morais e políticos de grande profundidade intelectual, que o faz ser o principal representante do barroco espanhol. A sua obra converge com a sua forma de vida: desenvolta e alegre nas sátiras da sua juventude - letrillas (composições poéticas em versos pequenos ou em estrofes de igual estribilho) burlescas e satíricas como "Poderoso caballero es don Dinero" - é o Quevedo mais conhecido e popular. Criticou com mordacidade atroz os vícios e debilidades da humanidade, e censurou de maneira cruel os seus inimigos, como no conhecido soneto, paradigma conceptista: "Érase un hombre a una nariz pegado...". Na sua poesia amorosa, de corte petrarquista em que o que conta é a profundidade do sentimento, Quevedo viu uma possibilidade de explorar o amor como sendo o que dá sentido à vida e ao mundo, exemplo disso é o soneto "Cerrar podrá mis ojos la postrera..." que é um dos sonetos mais belos das letras espanholas, no qual a morte não vence o amor que permanecerá no amante como é evidente no último terceti. É um poeta genial, cuja permanente actualidade, maravilhosa capacidade criadora do idioma castelhano, honradez moral e elevada lírica, dão-lhe um lugar proeminente na poesia espanhola. Da sua prolífica obra em verso, conservam-se quase 900 poemas. Da sua prosa cabe distinguir: "La vida del Buscón llamado don Pablos"; "Política de Dios y gobierno de Cristo"; "Vida de Marco Bruto"; "Los sueños" e "Los nombres de Cristo". Entre as suas poesias há um sem número de sonetos hendecassílabos, mas também abunda o romance octossilábico e a redondilha. A poesia intitulada "Epístola satírica y censoria..." é um alarde magistral de tercetos hendecassílabos encadeados. Faleceu em Villanueva de los Infantes em 8 de Setembro de 1645.
Definiendo el amor Francisco de Quevedo (1580-1645)
Es hielo abrasador, es fuego helado, es herida, que duele y no se siente, es un soñado bien, un mal presente, es un breve descanso muy cansado.
Es un descuido, que nos da cuidado, un cobarde, con nombre de valiente, un andar solitario entre la gente, un amar solamente ser amado.
Es una liberdad encarcelada, que dura hasta el postrero paroxismo, enfermedad que crece si es curada.
Éste es el niño Amor, éste es tu abismo: mirad cuál amistad tendrá con nada, el que en todo es contrario de si mismo.
Definindo o amor Francisco de Quevedo (1580-1645)
É gelo abrasador, fogo gelado, é ferida, que doi e não se sente, é um sonhado bem, um mal presente, é um breve descanso mui cansado.
É um descuido, que nos dá cuidado, um covarde, com nome de valente, um andar solitário entre a gente, um amar simplesmente ser amado.
É uma liberdade encarcerada, que dura até ao último paroxismo, inquietação que cresce se é curada.
Eis o jovem Amor, eis o seu abismo: mirai qual afeição terá com nada, o que em todo é contrário a si mismo.
Amor é fogo que arde sem se ver Luis Vaz de Camões (Lisboa ou Coimbra, c. 1524 - Lisboa, 1580)
Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer; É solitário andar por entre a gente; É nunca contentar-se de contente; É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade; É servir a quem vence, o vencedor; É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor Nos corações humanos amizade, Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Fonte: http://www.los-poetas.com/ Editado por: Cristina Pires Tradução biografia e poema: Cristina Pires
Fotos: www.bibliele.com e www.usc.es Montagem: Cristina Pires |
posted by Ateneu @ 8:34 p.m.  |
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