
O turkin reinventado Herculano Alencar
Antes do Cristo nascer, pouco mais de três milanos, nem tinha paraibano pra cearence “morder”... Começou a florecer um povo, dito, sem vícios, que veio a ser os Fenícios nascidos dos Cananeus: Magote filho de Deus, tiveram vida difícil!
Este povo deu início, como reza na história, uma luta meritória e de muito sacrifício, pra dá conta do ofício de construir sua nação: Sofreram a escravidão, domínio grego e romano, de francês e otomano de César a Napoleão.
Apesar da humilhação de um povo dominado, seu douto professorado, homens de grande instrução, criaram a concepção do código justiniano, que depois de muitos anos de aperfeiçoamento, assentou os fudamentos das leis do povo romano.
Deste céu mediterrâneo, fronteiriço de Israel, um famoso menestrel, sujeito de muito crânio; Um feliz contemporâneo de Nabucodonosor, para o Brasil imigrou, se assentou em Araxá, vivendo feito um paxá que dona Beija, beijou.
Dizem que foi ouvidor do rei, em todo o reinado, que caiu, enamorado, por Beija se apaixonou. Com ela não se casou, pois tinha a sua princesa. Com a bela libanesa, a primeira namorada, viveu um conto de fada de muito amor e riqueza.
De tamanha boniteza, foram nascendo os rebentos, que herdaram os talentos, honestidade e nobreza, inda de sobra, a destreza, e um tino infernal; Um pouco de capital para montar o negócio. Pai e filho foram sócios na área comercial.
O filho: Tannús, Faiçal, era o contabilista, professor, malabarista, etcetera e coisa e tal. Cozinheiro, sem igual! De vatapá a chucrute, pra num falar do Beirute, sua especialidade, faz, com muita qualidade, queijo mineiro e quitute.
Seu moço, ocê me escute! Como diz o bom mineiro. O cabra ganha dinheiro até fazendo vermute. Calculado, assim, no chute, que só em ouro maciço deixou num banco Suíço quase uma tonelada. Tudo em barra marcada, que pra ninguém dá sumiço.
‘Cê pensa que é só isso? Inda por cima é artista... É um grande cordelista, desses de veio castiço, de dá conta do serviço do começo até o fim. Até mesmo Seu Ferrin, o maior adversário, cordelista sanguinário, com ele, come capim,
É mesmo um espadachim o nosso grande Faiçal, curtido na água e sal, pras musas é um jasmim. Poeta tupiniquim, vive, na sua redoma, com tudo aquilo que ama, inclusive o vil metal. Mas seu maior capital tá no coração de Roma.
|